Genocídio Silencioso na Nigéria: o Massacre de Cristãos Ignorado pela Mídia Mundial Por Alan Costa – Jornalista

Genocídio Silencioso na Nigéria: o Massacre de Cristãos Ignorado pela Mídia Mundial Por Alan Costa – Jornalista

Genocídio Silencioso na Nigéria: o Massacre de Cristãos Ignorado pela Mídia Mundial  Por Alan Costa – Jornalista
foto site: O São Paulo

Enquanto o mundo volta os olhos para pautas que geram audiência e engajamento nas redes sociais, um verdadeiro massacre vem acontecendo de forma quase invisível aos olhos da grande mídia. Na Nigéria, milhares de cristãos estão sendo perseguidos, torturados e mortos por professarem sua fé. Só em 2025, segundo relatórios de organizações cristãs e de direitos humanos, mais de 7 mil pessoas foram assassinadas e 18 mil igrejas destruídas. São 32 vidas ceifadas por dia, em um genocídio silencioso que o mundo parece ignorar.


A tragédia se desenrola diante da apatia de artistas, influenciadores e veículos de comunicação, que outrora levantaram bandeiras em defesa da vida e dos direitos humanos. Onde estão agora os discursos inflamados, as lágrimas nas redes sociais e as campanhas pela paz? Onde estão as reportagens especiais, os programas de TV e as manifestações públicas que deveriam ecoar diante de tamanha brutalidade?


O mais grave é que essa violência não se trata de uma disputa étnica ou de uma tentativa de resgatar tradições locais. Os relatos apontam que os ataques são perpetrados por grupos extremistas muçulmanos nigerianos, movidos por intolerância religiosa. E vale lembrar: o cristianismo na Nigéria não é uma imposição europeia. A fé em Cristo chegou à região muito antes da colonização, através de contatos locais e missionários africanos.


O silêncio da mídia e de parte da sociedade global diante desse massacre revela uma seletividade alarmante na defesa da vida humana. Quando o sofrimento não gera curtidas, polêmica ou audiência, parece não merecer atenção. E isso é revoltante.


Enquanto crianças, mulheres e homens são mortos diariamente por simplesmente se declararem cristãos, o mundo segue distraído, entretido e indiferente. É hora de abrir os olhos. É hora de enxergar quem realmente é tolerante, quem busca o diálogo e quem, por conveniência, fecha as portas e desvia o olhar.


Alan Costa

Jornalista e comentarista

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